O cabeçalho não aparece aqui faz tempo e eu tô com uma leve impressão de que fiz caquinha no HTML da página, da última vez que mexi.
sábado, 7 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Gabo e Eu

Meu primeiro contato com Gabriel García Márquez foi lá por 2003. Eu trabalhava numa biblioteca onde não tinha muita coisa (era numa escola de inglês), mas havia uma coleção de clássicos que eu adorava. Não me lembro qual era a editora, mas achava a diagramação perfeita, o contraste entre letra e fundo ideal, a variedade de títulos era incrível e pra completar as folhas eram igual jornal, bem fininhas, tornando os livros super leves. Mais leves que eles, só a coleção Erico Veríssimo da Globo.
Enfim, nessa coleção tinha O Amor nos Tempos do Cólera e Cem Anos de Solidão. Peguei O Amor... pra ler primeiro, se gostasse, passaria para o outro. E... não gostei. Não achei a menor graça na estória, melosa demais. Aí não li Cem Anos. Passados alguns anos, já sócia da Biblioteca Municipal, e com o hábito então recém-adquirido de comer pelas beiradas literárias (ler obras menores antes dos clássicos de um autor), insisti no Gabo emprestando Ninguém Escreve ao Coronel. Excelente escolha. É um livro fininho (na verdade, um conto), com uma estória muito simples, mas escrita com uma sensibilidade ímpar. Naquele livro, Gabo descrevia cada cena com uma maestria que nos transportava para dentro do livro. Eu quase ouvia os ruídos e sentia os cheiros contados ali.
Poucas vezes tive essa sensação de pertencer ao livro; me lembro agora de O Cortiço e alguns do Graciliano Ramos, como Vidas Secas e São Bernardo.

No final de 2007 saiu o filme de O Amor nos Tempos do Cólera. Fui ao cinema, crente de que minha impressão ruim sobre o livro teria sido fruto de uma ansiedade adolescente que me impediu de desfrutar a deliciosa narrativa de García Márquez. Mas não gostei de novo, a estória era ruim, mesmo.
Fui dando prioridades a outras leituras, mas recentemente peguei para ler Memórias de Minhas Putas Tristes e estou a-do-ran-do. É bem diferente de Ninguém Escreve..., mas com o mesmo estilo de escrita, envolvente.
Quando terminar, conto mais sobre a obra. Tem que Viver Para Contar, né? - trocadilho mode on.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A Última do Coral
Gente, só mais uma aula de coral, depois prova, depois férias. Se Deus quiser, ano que vem me inscrevo na turma de um regente decente.
Ontem, antes da aula, umas meninas do 3° ano de teoria estavam conversando entre si pra entender uma matéria difícil, se não me engano cadência, que é um conteúdo bem avançado que, obviamente, eu e outros alunos ainda nem chegamos perto. Ele se empolgou e começou a explicar. Passou mais da metade da aula explicando pra essas alunas, enquanto outros dois que já estavam mais avançados não prestavam atenção, e eu e mais um, do 1º ano, ignorávamos por não ter a menor ideia do que se tratava.
Quase no final da aula ele encerrou a explicação e resolveu ensaiar uma música. Como as meninas continuavam conversando entre si sobre a matéria, ele ficou possesso, disse que foi muito legal explicando algo que não era a obrigação dele, e que agora que ele queria ensaiar a música nós não estávamos respeitando-o, que éramos infantis, etc, etc, etc, e que na semana que vem ele faria uma prova com o conteúdo explicado. (Sim, o conteúdo do qual eu não tenho a menor noção).
Eu não estou preocupada porque, sinceramente, se ele quiser me reprovar em coral, o pior que pode acontecer é eu ter que fazer um semestre a mais dessa matéria, que aliás, eu adoro, basta escolher um professor bom. E também porque, como eu não pretendo me formar no Conservatório, ficar com um semestre pendente em alguma matéria não fará muita diferença na minha vida.
Mas a pérola ainda estava por vir. Já contei aqui que vira e mexe ele me põe pra cantar contralto, que é uma tonalidade mais grave da qual eu estou acostumada, o que prejudica muito meu desempenho, só porque "tem pouco contralto". Eu sempre brinco falando pro único tenor não faltar, se não vou ter que tomar hormônio masculino pra substituí-lo. (Tenor, barítono e baixo são tonalidades masculinas, que rarissimamente são alcançadas por mulheres. A Zélia Duncan, por exemplo, alcança notas de tenor, que é a tecitura masculina mais aguda, vai vendo.)
Desta vez, não bastava ele me forçar a cantar contralto. Não, isso seria muito fácil pra mim. Ele me pôs em... tenor!!!
Virei ómi, gentchi!!
Eu falei que não alcançava as notas que a melodia pedia, ele falou "não tem problema"!!!!!!!!!
Como assiiiiiim??? A matéria coral virou curso de dublagem! Tenho que admitir, pelo menos estou aprendendo algo novo. Nunca dublei na vida. Faço minhas as palavras da sábia filósofa Silvetty Montilla:
Mas, na boa. Eu preferia cantar. Sério. Vamos ver se ano que vem o regente ajuda.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Aventura Radical
Há quase duas semanas resolvi pôr em prática minha primeira medida da Operação Floripa (economizar) e passei a pintar o cabelo em casa. Na verdade já era algo que eu pretendia fazer, só tingi no salão da última vez porque era uma cor diferente e eu tive medo que manchasse. Além disso, era tinta profissional e eu queria ver como a cabeleireira aplicava pra fazer igual.
Da última vez que tingi (no salão), usei louro acobreado 7.4, que deu um ar de ruivo natural que se misturou com as mechas vermelhas, fazendo parecer luzes. Bacana, só que contrastava muito com minha sobrancelha, que é bem escura. Na embalagem falava para não usar a tintura na sobrancelha de jeito nenhum, pois, entre outros riscos, eu poderia ficar cega.
Pesquisei na internet e em lojas de cosméticos sobre tintas específicas para sobrancelhas, e simplesmente não existe. O menos pior seria a henna que, além de ter só quatro ou cinco opções de cores, tinge também a pele (é a mesma usada na tatuagem de henna). Sendo assim, eu ficaria com duas taturanas na cara. Taturanas ruivas, verdade seja dita.
Conversei com algumas pessoas, e um amigo comentou que a mãe dele tingia a sobrancelha em casa, com a mesma tinta do cabelo, e não tinha problema nenhum; bastava aplicar com cotonete e tirar com cuidado pra não escorrer. Aí comprei outro tubo e fiz como ele falou; deu certo.
No mês seguinte, na hora de pintar o cabelo, já aproveitei e apliquei na sobrancelha também. Daquele mesmo jeito: com cuidado, usando cotonete. E não é que na hora de lavar eu simplesmente esqueci da sobrancelha e entrei direto no chuveiro???
Assim que senti a tinta escorrendo, me lembrei. Desespero, gente. Saí debaixo do chuveiro, inclinei a cabeça pra trás e fui tirando a tinta com a mão úmida. No fim, deu tudo certo.
Em último caso, ia fazer cover da Kátia.

Não está sendo fáááácil viver assiiiiim...
domingo, 1 de novembro de 2009
Operação Floripa
Estando com a viagem para Floripa em 2010 praticamente confirmada, estipulei algumas medidas - todas bem simples - a serem tomadas para que a viagem seja, em primeiro lugar, viável e, se possível, ainda melhor do que a deste ano.
Medida 1 - economizar.
Esta é óbvia, né? Se eu me empolgar comprando biquíni fico de biquíni em Sorocaba, tomando sol na laje.
Medida 2 - aumentar a resistência física.
Como as atividades lá envolvem trilhas e esportes radicais (tipo sandboard, haha), eu não faço academia e ainda por cima tenho pressão baixa, estou tentando incluir na minha rotina no mínimo uma caminhada algumas vezes por semana. A droga é que pressão baixa não tem cura, né? Até porque, nem é considerada doença. Sempre que estiver muito calor vou ter tontura e fraqueza. Mas se pelo menos minha resistência física estiver ok, acho que melhora. Vamos ver.
Medida 3 - cuidar da saúde em geral.
Isso é mais pra quando estiver perto da partida: me alimentar bem (porque a estadia lá é à base de banana e sanduíche de presunto com cheddar - não mussarela, porque cheddar já vem com as fatias separadas por plásticos e, segundo os meninos, facilita muito na hora de montar o sanduíche - o fato de ser mais caro e gorduroso é só um detalhe), ficar longe de qualquer coisa à base de leite, encher a cara de dramin antes de sair, etc.
Medida 4 - admitir que o sol não é meu amigo.
Essa coisa de ficar morena da cor do pecado é pra quem pode, literalmente. E eu não sou uma dessas pessoas. Da próxima vez, além de aplicar constantemente o protetor 30, como já fiz, terei que aderir ao uso de chapéu, saída de praia e ficar sempre debaixo de um quiosque ou guarda-sol.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Espírito de Porco
Hoje, ao sair do consultório, reparei que meu carro estava "prensado" entre outros dois, apesar do resto da rua estar vazia. Apesar de achar que dirijo bem, odeio fazer baliza. No entanto, como não tinha outra alternativa, respirei fundo, entrei no carro e comecei. Assim que girei a chave, tive a impressão de que tinha alguém no banco de condutor do carro da frente. Olhei melhor e vi que, realmente, havia um homem no carro esticando o pescoço pra ver pelo retrovisor, provavelmente preocupado com uma possível batida.
Tá, né. O cara tava no banco do condutor, ou seja, provavelmente sabia dirigir e tinha a chave. Sua frente estava vazia e a coisa mais simples do mundo seria ele dar uma giradinha na chave, engatar primeira e pisar no acelerador por dois segundos. Mas, pra quê, né? Vamos torcer pra rolar uma encostada e a gente poder culpar a mulher do volante.
Por incrível que pareça, a baliza saiu certinha. Com duas manobras tirei o carro da vaga e fui embora. Passei do lado e pude ver o babaca olhando atentamente, esperando pelo pior, só faltando um refrigerante e um balde de pipoca.
Então tá, fica assim: ele esperando uma mulher provocar um acidente e nós por aí, dominando o mundo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Pouco Dinheiro e Muitas Vontades
Semana passada recebi o pagamento da clínica e veio um pouquinho a mais do que eu esperava (é, às vezes acontece, assim como o inverso).
Como minhas contas estão começando a se reequilibrar, me passou pela cabeça que de repente daria pra planejar uma viagenzinha pro começo do ano. Tem gente que sonha em ter um bom carro, outros sentem um prazer inexplicável comprando roupas de grife. O meu tesão é rodar mundo. E aí começou meu dilema:
Amei Floripa. De verdade. Tenho amigos queridíssimos morando lá, e sinto muito a falta deles. Sem falar que a cidade é linda, cheia de opções de lazer. Além disso, é uma alternativa extremamente barata: praticamente só gasto passagem, daria pra ficar lá uma semana tranquilamente. A hospedagem é garantida, a comida a gente compra no supermercado e faz em casa, os passeios são quase todos gratuitos: praias, trilhas, etc.
Caso eu decidisse ir a outro lugar, não ficaria uma semana, por questões financeiras. Hotel ou pousada encarece demais a viagem. O único lugar onde eu tenho hospedagem garantida, fora Floripa, é Maceió. Mas aí teria que ir de avião e sairia caro do mesmo jeito. Aqui por perto, fora o litoral de SP (que não é viagem pra se fazer em férias, convenhamos), tem o Rio, que eu já conheço de cabo a rabo, do tempo que meu irmão morava lá - e Angra, Paraty, idem.
Então tá, né, Floripa já tá no topo das opções. O uó é que eu também sinto uma necessidade enorme de conhecer lugares novos. No começo do ano, comprei um mapa do Brasil pra pregar na parede e ir marcando com alfinetes os lugares onde eu já estive, e tem alfinete de menos lá!
A Marjorie escreveu um texto sobre uma viagem recente, e nele ela fala da emoção do nunca mais. Ela disse que adora saber que nunca mais vai voltar em determinado lugar. Comigo é quase igual. A ideia do pela primeira vez me anima demais. Ver pessoas que eu nunca vi, comer comidas que eu nunca comi, pisar num chão onde eu nunca pisei, a expectativa do "como será?", "qual será a sensação?" - seja longe ou perto, caro ou barato.
Além de Floripa, cogitei a hipótese de conhecer as cidades históricas de Minas (acho que seria mais interessante que São Thomé das Letras, minha viagem do ano passado que não rolou), que não sairia caro, também. O problema é que não conheço ninguém daquelas bandas (ou que já tenha ido pra lá), e acho uó depender de guia turístico. É quase certeza que eles vão te levar nos lugares mais caros pra ganhar comissão. E nem sempre o mais caro é o mais legal - pode ser que eu perca o melhor da viagem, além de ficar presa a um determinado grupo de desconhecidos. Não rola.
Sendo assim, é quase certeza que vou pra Floripa, mesmo. Já falei com o pessoal de lá e estou agitando a galera que foi comigo ano passado pra dividir a gasolina. Ah, eu amo viajar!
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