sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Depois de muitos CDs rejeitados, cheguei à conclusão que preciso trocar o drive de CD antes de instalar o windows. Como viajo na semana que vem, vou deixar pra fazer isso quando voltar, visto que ainda nem comecei a pensar no que tenho que levar, quanto mais fazer uma lista e arrumar as malas.
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Não tenho data certa pra voltar, mas provavelmente será na semana do carnaval. Se não postar até lá, até breve e boa viagem pra mim! :)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

À Espera

Ontem passei quase o dia todo em casa, atenta à campainha, porque estava esperando:


1- Um amigo que ia trazer outra cópia do Windows (as duas últimas emprestadas por outro amigo não deram certo) - e não veio;


2- O eletricista, que viria de manhã pra consertar a luz da cozinha mas ligou avisando que só poderia vir na hora do almoço - e não veio.


Hoje tive que ficar em casa de novo, apesar de muita coisa pra fazer, pra esperar o cara que vem consertar a máquina de lavar. Estava marcado pra 8h e ainda não veio.


Ah, sim, ninguém ligou ou me procurou para dar uma explicação ainda.


Este post é só pra avisar que eu continuo esperando. Só que agora, armada.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Festa da Menina Morta - Aspectos Gerais

Domingo minha crise de abstinência cinematográfica estava começando a bater e eu resolvi baixar alguma coisa pelo PC da minha mãe, mesmo. Ontem terminou de ser baixado A Festa da Menina Morta. Assisti à noite e já estou bem mais calma hoje.

Tenho tanta coisa pra comentar sobre o filme que não sei se vou ter pique pra escrever tudo de uma vez. Mas vamos lá.

A Festa... me chamou a atenção inicialmente pelo nome, que parecia filme de terror. Em segundo lugar, pelo diretor, o incrível Matheus Nachtergaele, que eu adoro.

Bem, de terror a película não tem nada, felizmente. É mais um daqueles filmes-realidade que eu adoro. Passa-se numa comunidade do Norte do Brasil, onde certa vez uma criança desapareceu. Tempos depois, um cachorro trouxe para um deles o vestido da menina, todo rasgado e ensanguentado. A garota nunca foi achada, mas o fato do vestido ter sido trazido pelo animal foi considerado um milagre, e desde então a pessoa que recebeu a roupa, personagem de Daniel de Oliveira, é conhecido como Santinho, tem "revelações", e uma vez por ano toda a comunidade se mobiliza para produzir a Festa da Menina Morta.

A estória começa na véspera da celebração, retratando todos os preparativos, e vai até o final da festa em si. Trata-se, na verdade, de um pretexto para abordar uma série de temas, como religiosidade popular, relações de poder, identidade cultural, etc.

Segundo a antropologia, uma das principais - senão a principal - característica do ser humano é a de atribuir significados. Outra, é a dificuldade em aceitar a própria finitude. Junta-se os dois elementos e nascem as religiões, os mitos, lendas, etc. Todo povo tem sua explicação sobre de onde viemos, como devemos agir e pra onde vamos, ou seja, um sentido existencial.

A Festa da Menina Morta retrata como um pequeno povo isolado no Amazonas, que recebe pouquíssima influência externa, acaba desenvolvendo essas características comuns a todos os grupos humanos. As pessoas são capazes de manipular uma história quase que banal - o aparecimento de um vestido - sem a menina - para criar fé, esperança e, acima de tudo, a ilusão de algum controle sobre os fatos da vida. A personagem de Dira Paes, logo no início do filme, tem uma fala muito significativa; algo como: "Eu sei que pode ser que minha filha não tenha sido curada pelo benzimento do Santinho. Pode ser que sim e pode ser que não. Mas o que custa ir lá, levar um presente, fazer um agrado?"

Ela sabe que a vida e a morte estão nas mãos do acaso - mas é difícil demais de aceitar que a qualquer momento qualquer um pode morrer ou adoecer gravemente. Então cria subterfúgios para negar essa realidade. Dali em diante, se a filha adoecer de novo, ela será benzida pelo Santo e curada.

Paralela a todo este cenário, há a estória de Santinho, um moço de trejeitos femininos insuportavelmente mimado, chegando a ser violento quando sua vontade não é feita. Ao longo do filme podemos entender o que o leva a ser assim, e como o fato de ter achado o vestido no dia em que sua mãe se suicidou veio a calhar para preencher duas lacunas: a do sentido existencial da comunidade e seu desejo de onipotência.

Houve muita polêmica pelo fato de ser um filme "forte" e, principalmente, por uma inofensiva cena de sexo. Sobre a cena em si eu nem tenho o que comentar. É uma cena, está totalmente dentro do contexto e é necessária para compreendermos melhor as personagens envolvidas. Quem se chocou com ela não deve ter visto filmes como A Última Ceia - este sim com uma longuíssima e desnecessária cena de sexo - nem o filme do diretor que é um dos ídolos de Nachtergaele, Baixio das Bestas, que basicamente é violência sexual do começo ao fim. Enfim, gente que fica corada ao dizer "bumbum" só devia ir ao cinema pra ver filme da Xuxa. Ah, sim, um que não seja Amor Estranho Amor.

Já outras cenas, sim, incomodam. **SPOILER** Particularmente, posso citar o diálogo entre Santinho e Tadeu ao som da morte do porco; o close nos insetos; a galinha sangrando. Além disso, o ritmo do filme é um pouco arrastado, o que me incomoda também. **FIM DO SPOILER** Mas, no meu entendimento, esses elementos tem um porquê muito claro: nos transportam para a realidade que se passa lá. Matar um bicho para comer, para nós, que compramos tudo embaladinho no supermercado, pode ser o cúmulo do desagradável. Para milhares de pessoas soltas nesse mundão que é o interior do Brasil (e de muitos outros países), é questão de sobrevivência. E como tudo o que é necessário para a sobrevivência do ser humano, torna-se natural. Aliás, podemos dizer que este, sim, é o natural. Não tem nada de natural comprar frango desossado no mercado. A convivência com insetos é natural. Usar repelente é anti-natural. Passar boa parte do dia olhando a paisagem e jogando conversa fora é natural. Passar boa parte do dia produzindo coisas inúteis para vender e poder comprar outras coisas inúteis não é natural. E de repente tudo que é mais natural no ser humano virou bizarro pra gente: chato, cansativo, entediante. (Inclusive pra mim, isto é uma crítica e uma auto-crítica).

Além de todas essas reflexões, chama a atenção a conjuntura familiar de Santinho, assunto que deixarei pra outro post.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Em Busca do Windows

Continuo falando do PC da minha mãe. Conforme contei, minha máquina está formatadinha, só esperando a instalação do Windows. Como não faço ideia de onde esteja meu cd (sempre foi meu irmão que cuidou disso, ele não mora mais aqui e também não faz ideia de onde esteja), e o lance de baixar pelo PC da minha mãe e gravar num cd não deu certo, fui atrás de alguém que possa emprestar ou fazer uma cópia pra mim.
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Primeiro procurei um cyber perto de casa, por indicação do meu irmão, e nada. Aí apelei e fui em lojas de cd pirata, mas também não achei. Então liguei pra pessoa que trocou a fonte do PC da minha mãe semana passada e pedi a gentileza de me vender uma cópia ou emprestar a porra do cd. Sabe a resposta? "Nós não fornecemos o cd, só fazemos a instalação aqui. Teria que trazer o computador, aí nós instalamos o sistema por CINQUENTA REAIS."
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CINQUENTA REAIS pra instalar um windows!!!!!!!! E ainda tem que levar lá o pc. Ou permitir que eles venham pegar em casa. E provavelmente demorem uns 3 dias pra devolver - como foi na troca da fonte. E o PC volta com o adesivo da empresa na CPU, wallpaper com o logotipo e uma apresentação em PowerPoint no desktop! Abuso! Só por isso já deviam fazer desconto. E se bobear demora mais pra pôr essas porcarias que pra fazer o serviço em si.
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*Update: acabei de encontrar uma pessoa que vai me emprestar o cd. Vivaaa!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Notícias

Que coisa mais desagradável ficar sem PC.
Começou na semana retrasada. Todos os programas executavam erros e precisavam ser fechados. Winamp, VLC, MSN, Chrome, uTorrent, etc, etc e etc. Além disso, reiniciava sozinho e às vezes desligava também. Meu irmão acessou meu PC à distância pra ver o que podia fazer, sem sucesso. O jeito seria reinstalar o windows. Pra isso, baixaria pelo computador da minha mãe, gravaria um CD, formataria o meu e instalaria de novo.
Aí que segunda-feira passada uns eletricistas vieram trocar toda a fiação elétrica de casa, que estava ameaçando um curto. Perguntamos se seria necessário desligar a energia, eles disseram que não. Logo no primeiro dia, mexeram num fio por engano, queimando o modem e a fonte do PC da minha mãe. Do meu, queimou só o filtro de linha, que já foi reposto no dia seguinte.
A máquina da minha mãe foi pro técnico e voltou quarta à tarde. Já o modem foi trocado e reconfigurado na quinta. Como na quinta à tarde e sexta de manhã eu trabalho, acabei tendo acesso à internet só na sexta à tarde, pelo PC da minha mãe, já cheia de coisas pra resolver. Então baixei o windows e fiquei aguardando as orientações do meu irmão que só conectou domingo. Gravei o CD direitinho, formatei meu PC, mas a instalação deu erro. Provavelmente a máquina da minha mãe não está gravando direito. Segunda fui atrás de um CD de instalação, mas ainda não achei.
Nos primeiros dias não me incomodei, li um livro, e tal. Mas agora está ficando cada vez mais difícil não ver meus filmes, seriados, fotos, e-books, etc.

I love my computer

you make me feel alright

every waking hour

and every lonely night

I love my computer

for all you give to me

predictable errors and no identity

and it's never been quite so easy

I've never been quite so happy

all I need to do is click on you

and we'll be joined in the most soul-less way

and we'll neverever ruin each other's day

cuz when I'm through I just click

and you just go away

I love my computer

you're always in the mood

I get turned on when I turn on you

I love my computer

you never ask for more

you can be a princess, or you can be my whore

and it's never been quite so easy

I've never been quite so happy

the world outside is so big

but it's safe in my domain

because to you I'm just a number and a clever screen name

all I need to do is click on you

and we'll be together for eternity

and no one is ever gonna take my love from me because I've got security, her password and a key

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sem PC

O título fala por si só...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um Filme Simples

Com a chegada do Filmow na minha vida, fico muito mais propensa a falar de cinema que de outra coisa.

Pois então; ontem resolvi ver alguma coisa leve e escolhi Simplesmente Amor. Sem pretensão nenhuma, na verdade, porque, pela sinopse, parecia comédia romântica e, principalmente, por se tratar de natal, que eu detesto, principalmente em filme.

Mas não é que eu adorei? Não sei bem explicar o porquê. São várias estorinhas (algumas com final feliz, outras não - o que passa alguma credibilidade) de amor. No geral, amor romântico, mesmo, mas com casos de amor fraternal também. Fala da importância de se dizer o que sente - no caso de sentimentos bons, hehe - ainda que você não seja correspondido, que seja mal compreendido, etc. É uma grande celebração do amor. Se eu tivesse visto antes do natal, com certeza teria me declarado pra alguém. Não sei quem, mas teria. Ainda bem que não vi, se não estaria constrangida e com ressaca moral.

Entre o que contribui para o sucesso do filme, eu destacaria o elenco - impecável - ainda que Hugh Grant faça o mesmo Hugh Grant de sempre. Mas e daí? Alguém já enjoou do Hugh Grant? Eu não. A Keira Knightley, que eu acho esquisitinha, estava uma graça de recém-casada. Mas o que eu mais gostei no elenco foi como atores consagrados ficaram de igual pra igual com desconhecidos, tanto no quesito importância da personagem quanto em qualidade de interpretação. E o mais legal é que, muitas vezes, eram desconhecidos ligeiramente fora do padrão de beleza, tipo a "gordinha" Natalie (que de gorda não tem nada, mas se levarmos em conta o padrão Hollywood...), a portuguesa Aurélia, o marido da personagem da Keira, que é negro, a garota dos sonhos do ruivo Sam - que só aparece no final do filme e é negra também.

A maioria das estórias, caso fossem filmadas separadamente, seriam chatinhas e clichês. O que dá ritmo é elas serem contadas todas simultaneamente. Na sinopse diz que elas se entrelaçarão - o que é verdade em partes, porque o "entrelaçar" é um ser parente ou amigo do outro, no final. Tá, contei uma parte, mas é um detalhe tão bobo que não vi problema. Estórias que se entrelaçam pra mim é 21 Gramas, no mínimo.

A trilha, embora não tenha nada de inovador ou fantástico, merece ser lembrada por estar na medida exata entre o seco e o meloso. Dá uma certa carga dramática pra cenas leves, o que permite um bom envolvimento do espectador.

Se teve algo que me incomodou, foram alguns relacionamentos de "amor à primeira vista". Sinceramente, alguém acredita em amor à primeira vista depois dos 12 anos? Aquilo de você conviver com a pessoa por meia hora e já criar fantasias absurdas de casamento, filhos, etc? Nesses casos, acho que exageraram na simplicidade da trama. Esse platonismo todo só cabe na estória do Sam, que tem 10 anos.

A tradução de Love Actually para Simplesmente Amor, embora não seja literal, foi muito propícia, já que a grande sacada do filme é a simplicidade; é mostrar como estórias comuns, se bem contadas, podem ser emocionantes. Simplesmente Amor me fez voltar a acreditar que um filme romântico não precisa ser burro.

A paixão de Sam: finalmente uma menina-dos-sonhos que não é loira.